quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Recomeço

 Bem, bem, bem... Depois de séculos finalmente arrumei coragem para voltar a postar, graças ao incentivo de uma amiga.
 Irei postar aqui diversos assuntos envolvendo o sobrenatural ~e a literatura; o misticismo e esoterismo, aqueles que me parecerem mais interessantes, na minha humilde opinião, apesar de que quando se trata do desconhecido, todas as áreas referentes a ele incitam a curiosidade...E a apreensão.
 Sugestões de temas serão bem-vindas, assim como debates sobre esses temas. Veremos agora, oque podemos fazer com algo assim...uma vez que, como William Shakespeare já dizia:

"Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia"

Até breve, cara leitora e caro leitor...

sábado, 8 de junho de 2013



 




   Lugar desconhecido (que não aparece no mapa), 12 D.C - 21 de decembre de ?

 

 

  Lua cheia, momento no qual todos no pequeno vilarejo no centro da floresta que muitos diziam ser assombrada e amaldiçoada se recolhem para suas casas de madeira e rezam para que nenhum mal lhes aflija na calada da noite... Nada se move.Tudo está silencioso.A floresta se aquietou. como a calmaria antes da tempestade...

  Um uivo parecido demais com um grito humano de uma mulher no rebento ecoa na noite, seguido por um choro de um recém-nascido, silenciado subitamente. Dando a certeza para aquelas pessoas que elas foram para boca do inferno na terra, e que algo pior que os lobisomens primitivos ao qual estavam acostumados havia nascido para consumir o mundo em escuridão...     

   

                                                                                                                              ********

  3 anos depois

  Mães desesperadas clamam por justiça, choram por seus filhos e maridos, que entraram na floresta somente para brincar ou trabalhar cortando lenha e caçando, nunca se afastando mais que alguns metros adentro e nunca mais voltavam.

   6 meses depois alguns homens tentaram fazer vingança e mataram dois lobisomens encurralados em seu covil com crânios e ossos humanos de crianças e adultos nas proximidades da aldeia. Só não sabiam que fazendo isso, atrairiam uma fúria infernal nunca antes vista e que só poderia ser descrita como a própria selvageria do mal encarnada... 

  Naquele mesmo dia eles ouviram um grito estridente, um misto de luto e fúria animal que os fez se armar e se proteger em suas casas...  antes de anoitecer eles ouviram uma voz de criança chorosa, falando:

 - Socorro! Socorro! alguém me ajuda! Mamã! cadê você? cadê o Papa? Mamã ahaaa! uhh! 

 Os aldeões saíram ao ouvir aquele pedido, e se depararam com uma menininha com quatro, cinco anos no máximo suja de terra com a roupa em trapos.Chorando. 

 - Cadê a Mamã e o Papa?- ela falou, enchugando os olhos de duas cores.Um tão azul quanto gelo do inverno, e outro tão negro que não consegui se ver as pupilas.

 - Por que está chorando,pequenina? Onde estão seus pais, porque você está tão suja e vestida assim? hein, meu bem?- Disse uma das mulheres que se aproximara da criança e a abraçava.

 - snif! tô chorando por que Papa e Mamã sumiram... Eles me esconderam no buraco da velha árvore e passaram barro e um matinhos estranhos em mim, e me colocaram essa roupa- Um soluço inrronpeu da menina, parando a narrativa e começando um outro acesso de choro, que ia parando conforme era ninada pelo embalo das palavras calmantes da  mulher- Eles falaram que iriam me proteger dos monstros... Os monstros estavam atrás de nós. Me deixaram lá e prometeram que iriam voltar depois de despistar os monstros... 

 a criança voltou a chorar, e um dos homens perguntou:

  - que monstros, querida? se pareciam com lobos imensos?

 a criança começou a tremer, e a mulher, pensando que era medo, a abraçou mais forte e falou para o homem:

 - Ora, Jeff! pare com isso, não vê que está assustando a pobre criança?

  - Desculpe, mulher, eu só queria ajudar! quem sabe não são os mesmos lobisomens que matamos hoje? Aqueles animais horríveis... 

 A criança começou a rir, histericamente, e saiu do abraço protetor da mulher para mais perto do homem.

 - Tio...- Ela disse, segurando seu braço, parando tanto de rir quanto de chorar, e séria, disse- Os monstros que mataram meus pais... Não se pareciam com lobos, e esses lobos, eles tão pouco são animais terríveis... Eles não são parecidos com vocês, entretanto. apesar de terem outra forma eles ainda tem sentimentos, e só matam para se alimentar, já vocês!- ela deu uma risada sem humor- Matam por moedas que não tem mais valor que a vida de qualquer ser. Matam por prazer...Para enfeitar as suas casas...VOCÊS É QUE SÃO OS TERRÍVEIS ANIMAIS! NÃO OS LOBISOMENS!!!

 - Oq...Oque você está dizendo, criança?- gritou o homem, não conseguindo se soltar.

   -Eu estou dizendo, tio que- falando com desprezo a palavra tio- Os monstros que mataram meus pais... FORAM VOCÊS!

  -E...- olhando para cima, dando um sorriso para o homem, um sorriso aterrorizante no qual os olhos bicolor adquiriram um brilho sinistro em conjunto com os caninos grandes de um predador selvagem, formando, no rosto infantil, uma expressão diabólica- Eu estou dizendo que eu era filha dos lobisomens que vocês mataram.EU SOU UMA LOBISOMEM!!!

  Sua voz começou a mudar, a ficar como num pesadelo, e ela falou, completando sua sentença:

   -EU VOU MATAR TODOS VOCÊS!

   O homem foi o primeiro a cair, separado ao meio com um único golpe. A mulher que a abraçou foi a última. 

   -Sabe. você daria uma ótima mãe- a mulher aterrorizada, deixou transparecer uma expressão de alívio, pensando que seria poupada pouco antes de cair e, exangue sua expressão era de choque. - Mas você é igual á eles. 

 disse a garota, lambendo os dedos sujos de sangue e deixando para trás a aldeia em chamas.
 
 
 

 

sábado, 23 de março de 2013

Há muito, muito tempo atrás havia um lugar, que somente pode existir naquele momento, entre o sonho e o despertar. Um lugar onde o medo é seu melhor amigo...